O Sporting entrou neste mercado preparado para promover uma profunda reformulação do plantel, mas havia um princípio definido desde o início: alguns dos principais pilares teriam de ficar. Iván Fresneda, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Geny Catamo e Luis Suárez faziam parte desse grupo e, apesar das várias investidas, todos permaneceram em Alvalade.
O caso de Suárez foi um dos que mais ruído provocou. Hakan Safi, então candidato à presidência do Fenerbahçe, chegou a anunciar um acordo verbal com o colombiano, mas acabou por perder as eleições. Frederico Varandas manteve sempre a fasquia nos 80 milhões de euros da cláusula e, apesar dos contactos realizados pelo empresário do avançado, nunca chegou qualquer proposta concreta.
Maxi Araújo também despertou forte cobiça depois de uma temporada de elevado nível e de um Mundial em destaque. Manchester United, Manchester City, Chelsea e Juventus estiveram atentos ao uruguaio, mas o Sporting antecipou-se e renovou o contrato até 2030, acompanhado de uma melhoria salarial. Geny Catamo, por sua vez, viu o Sunderland avançar com 30 milhões de euros mais 10 por objetivos, proposta imediatamente recusada.
Fresneda também esteve no radar da Roma, mas os valores colocados em cima da mesa ficaram longe daquilo que a SAD considerava suficiente para negociar. Gonçalo Inácio foi repetidamente associado ao Milan de Ruben Amorim, embora o alegado interesse nunca tenha chegado a transformar-se numa proposta formal pelos serviços do capitão leonino.
Assim, mesmo depois das saídas de figuras como Morten Hjulmand, Pedro Gonçalves, Daniel Bragança e Francisco Trincão, o Sporting conseguiu manter uma base considerada fundamental para Rui Borges. O quinteto deverá continuar de leão ao peito pelo menos esta temporada, ainda que em Alvalade exista a consciência de que segurar Maxi Araújo para lá de junho de 2027 será uma missão particularmente complicada.
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