Cristina Ferreira terminou a emissão do «Dois às 10» com uma notícia triste para o mundo da comunicação social e para o País.
O «Dois às 10» terminou esta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, com uma notícia triste para o mundo da comunicação social. No final da emissão, Cristina Ferreira deu conta da morte de um dos nomes históricos do jornalismo português: Joaquim Letria, que morreu aos 82 anos de idade.
Natural de Lisboa, onde nasceu a 8 de novembro de 1943, Joaquim Letria iniciou a carreira no jornalismo em 1963, no Diário de Lisboa. Ao longo de várias décadas, construiu um percurso de destaque na imprensa escrita, na rádio e na televisão, tornando-se uma figura reconhecida da comunicação social nacional.
A sua carreira levou-o também além-fronteiras. Trabalhou como repórter internacional da agência Associated Press e foi correspondente da agência alemã Deutsche-Presse Agentur. Passou ainda por Londres, onde foi selecionado para trabalhar na BBC, antes de regressar a Portugal em 1974, na sequência da Revolução de 25 de Abril.
De regresso ao País, Joaquim Letria integrou a direção de informação da RTP num período de profundas mudanças políticas e sociais. O seu percurso ficou também ligado à criação de vários projetos editoriais, tendo feito parte da equipa fundadora do Expresso e participado na fundação dos semanários O Jornal e Tal & Qual, bem como da revista Sábado.
Ao longo da carreira, destacou-se igualmente na apresentação de programas de rádio e televisão e na escrita. Em 1974, recebeu o Prémio da Imprensa na categoria de Televisão, um reconhecimento do trabalho desenvolvido na área. Desempenhou ainda funções como presidente do Sindicato dos Jornalistas e foi porta-voz da Presidência da República durante os mandatos de Ramalho Eanes.
A morte de Joaquim Letria representa a perda de uma figura com um percurso de várias décadas, que acompanhou diferentes etapas da evolução do jornalismo em Portugal. A notícia foi avançada esta sexta-feira, sendo a morte confirmada por fontes próximas e familiares. Até ao momento, não foi divulgada publicamente a causa da morte.
A notícia partilhada por Cristina Ferreira no final do «Dois às 10» assinalou, assim, um momento de pesar para a comunicação social portuguesa, que perde um dos profissionais que marcaram várias gerações do jornalismo nacional.
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