André Villas-Boas recorda a contratação de Froholdt: "Ele não devia estar aqui..."


 Numa altura em que o FC Porto já arrancou os trabalhos de preparação para a nova temporada 2026/27, André Villas-Boas voltou a fazer um balanço da época transata, garantindo que "qualquer presidente do FC Porto tem que ter a obrigação de ser campeão nacional". Em entrevista ao podcast "Primeiro Toque", o líder máximo do clube azul e branco revelou o desejo de estabelecer valores como "a resistência, a resiliência e o lutar contra tudo e contra todos".

"Sou o presidente do FC Porto agora, eleito após 42 anos de mandato de Jorge Nuno Pinto da Costa. O próximo presidente do FC Porto terá a natureza vencedora da história do FC Porto como guia orientador para o futuro do Clube. Tem que ser um futuro vencedor, ligado a troféus, com determinados princípios que são evidentes na história do FC Porto. A resistência, a resiliência, o lutar contra tudo e contra todos, um clube muito fechado em si próprio, aspectos que são transversais a pessoas e transversais à organização", defendeu Villas-Boas.

Do ponto de vista desportivo, o presidente do FC Porto recordou a forma como revolucionou no plantel no último verão.

"Alguns são mais caros do que outros, mas há algo de que nos orgulhamos, que foi ter trazido para níveis aceitáveis o comissionamento nas negociações em que o FC Porto estava envolvido. A partir daí, quando há um corpo comum de interesses, iniciam-se as negociações com o clube, que podem acontecer de forma direta ou através do agente, e depois é um campo de batalha, de saber se o clube quer vender, por quanto é que quer vender, se quer guardar mais-valias futuras… há muita gente que percebe que o FC Porto é um clube vendedor e um veículo de criação de valor, e a partir daí pode haver um desejo de guardar mais-valias, no caso de uma futura transferência. Chegando a acordo, é basicamente isso, e é o processo inverso também na venda", destacou, antes de particularizar o caso de Victor Froholdt.

"Não se chegou a concretizar a transferência para a Bundesliga, mas a verdade é que estava apalavrada. Foi apalavrada depois de o FC Porto já ter estado, em Copenhaga, com a família e o agente. Depois, fruto da negociação que se deu entre esse clube da Bundesliga e o FC Copenhaga, não houve acordo e o FC Porto tinha uma janela muito curta de tempo para poder atuar. Atuou e trouxe o jogador para aqui. Normalmente este jogador não devia estar aqui, devia estar noutro campeonato", disse.

Villas-Boas também admitiu que contratar Jakuk Kiwior ao Arsenal foi "muito especial", uma vez que tratou de um negócio feito com um clube da Premier League, um campeonato onde os milhões não são problema para os clubes.

"A contratação do Jakub Kiwior também foi muito especial, porque era um jogador altamente talentoso da Premier League, com muito interesse de muitos clubes, entre os quais grandes clubes europeus, e foi uma pessoa que adorou o projeto do FC Porto. Foi mais uma transferência que só conseguimos concluir no fecho do mercado, porque estava associada à ida de um jogador para o Arsenal FC, que libertava, em consequência, o Kiwior para o FC Porto. Todas estas contratações contam diferentes histórias e diferentes batalhas que nos orgulham. Uma coisa é certa e não te posso negar: uma foto como esta [do espólio de títulos internacionais] atrai muita gente. O FC Porto é o clube com mais títulos no futebol nacional, é o clube português com mais títulos no futebol internacional, tem uma história sem paralelo e sem precedentes, e há muitas pessoas que veem uma fotografia destes troféus e querem vir para o FC Porto", rematou Villas-Boas. /p>

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