Um escândalo relacionado com a alegada venda de licenças falsas de treinador está a abalar o futebol brasileiro, envolvendo antigos jogadores ligados ao FC Porto, Benfica e Sporting, nomeadamente Thiago Silva, Diego Souza e Roberto Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho.
No centro da polémica está Alejandro Mancuso, antigo internacional argentino e ex-adjunto de Diego Maradona, acusado de comercializar licenças de treinador por cerca de 18 mil euros, permitindo obter certificados em apenas dez dias, sem necessidade de frequentar o curso habitual de três anos.
Uma investigação de dois anos do portal brasileiro UOL identificou várias figuras conhecidas, entre elas Felipe Melo, Roberto Carlos, Diego Lugano, Paolo Guerrero e Luiz Gustavo.
Diego Souza admitiu ter adquirido uma das licenças, garantindo que desconhecia qualquer irregularidade e mostrando-se preocupado com as possíveis consequências. Já Felipe Melo revelou que começou a desconfiar do esquema quando recebeu os certificados sem frequentar aulas, tendo conseguido recuperar o dinheiro.
Thiago Silva também confirmou ter pago por cursos que não decorreram conforme prometido, mas assegurou que nunca utilizou os certificados por não conseguir comprovar a sua autenticidade.
A Associação de Treinadores do Futebol Argentino esclareceu que Mancuso nunca teve autorização para representar a instituição e garantiu que os documentos são falsos. O antigo jogador, por sua vez, rejeita as acusações.
O caso começou a ganhar dimensão após uma operação policial realizada em 2025, que permitiu descobrir várias licenças suspeitas.
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