O avançado croata Franjo Ivanovic, contratado pelo Benfica ao Union Saint-Gilloise por mais de 22 milhões de euros, ainda não conseguiu justificar o investimento elevado feito pelo clube. Apesar do potencial demonstrado antes de chegar à Luz, Ivanovic tem encontrado dificuldades para se afirmar no onze titular, e a direção encarnada estuda agora a possibilidade de o emprestar na próxima temporada.
O caso de Ivanovic revela um dilema comum nos grandes clubes: como proteger um investimento significativo quando o jogador não se adapta de imediato à exigência do plantel. Aos 22 anos, o avançado convive com forte concorrência, sobretudo de Vangelis Pavlidis, e enfrenta a emergência de jovens talentos como Anísio Cabral. Estes fatores deixam pouco espaço para que o croata consiga acumular minutos de qualidade e desenvolver a confiança necessária para se tornar uma peça central no ataque.
Cedência como estratégia de desenvolvimento
Segundo apurou o nosso Jornal, a SAD do Benfica vê na cedência uma solução estratégica. Emprestar Ivanovic permitiria ao jogador ganhar ritmo de jogo, recuperar confiança e enfrentar desafios competitivos em clubes onde seria titular. A meta é clara: regressar à Luz em 2027/28 mais preparado para integrar o ataque encarnado de forma consistente e reduzir o risco de desvalorização do ativo.
Nos bastidores, a gestão desta operação tem sido minuciosa. A direção procura clubes com competitividade suficiente para desafiar Ivanovic, mas que também ofereçam estabilidade e um estilo de jogo compatível com o Benfica. Esta abordagem demonstra que, apesar de algumas dificuldades iniciais, o clube acredita no potencial de crescimento do croata, tentando evitar decisões precipitadas que possam comprometer o retorno financeiro do investimento.
Desempenho de Ivanovic nesta temporada
Até ao momento, Franjo Ivanovic soma 31 partidas oficiais pelo Benfica na temporada 2025/26, distribuídas entre Liga Portugal Betclic (15 jogos), Liga dos Campeões (10 jogos), Taça de Portugal (4 jogos) e Taça da Liga (2 jogos). Em 1.103 minutos em campo, marcou cinco golos e registou uma assistência. Os números mostram participação, mas insuficiente para justificar um lugar regular no onze de José Mourinho.
O próprio jogador já expressou publicamente a vontade de jogar mais. Com contrato válido até 2030, Ivanovic tem margem para evoluir, mas a urgência em encontrar minutos competitivos é evidente. Uma cedência bem planejada surge como a alternativa mais lógica para evitar estagnação e preservar o investimento encarnado.
Perspetivas para 2027/28
O futuro de Ivanovic no Benfica dependerá da próxima temporada. Se conseguir ganhar experiência e confiança num empréstimo bem escolhido, poderá regressar preparado para assumir um papel relevante no ataque, numa altura em que o clube planeia renovar e reforçar o setor ofensivo. Caso contrário, a SAD poderá ter de reconsiderar a estratégia, seja através de venda ou novas negociações de empréstimo.
A situação de Ivanovic reflete uma realidade clara: nem sempre o talento chega para garantir espaço num grande clube, e o sucesso depende tanto do desempenho individual como da gestão estratégica do atleta. O Benfica aposta agora na paciência calculada, equilibrando risco e retorno financeiro, enquanto procura extrair o máximo de potencial do jovem croata.

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