O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol decidiu reduzir a multa aplicada a William Gomes, mas manteve os dois jogos de suspensão ao extremo do FC Porto. O recurso apresentado pelos dragões foi considerado “parcialmente procedente”, traduzindo-se apenas num alívio financeiro: a coima desceu de 1.224 euros para 918 euros. No entanto, o castigo desportivo permanece intacto.
Na prática, a decisão significa que William Gomes vai mesmo falhar a deslocação do FC Porto à Madeira para defrontar o Nacional, depois de já ter estado ausente no Clássico frente ao Sporting (1-1). Para Francesco Farioli, trata-se de uma baixa relevante num momento em que a equipa procura consistência competitiva no campeonato.
Castigo a William Gomes: impacto no ataque portista
A suspensão de dois jogos, na sequência do cartão vermelho visto contra o Casa Pia, levanta questões sobre disciplina e gestão emocional. Num plantel que ainda procura estabilidade nas alas, perder um extremo com capacidade de desequilíbrio limita opções táticas e obriga a reajustes.
A redução da multa mostra que o CD reconheceu atenuantes no lance, mas a manutenção da suspensão sinaliza uma linha dura no critério disciplinar. Para o FC Porto, o ganho financeiro é simbólico; o verdadeiro custo está na ausência dentro das quatro linhas.
Frederico Varandas absolvido pelo CD
Outro ponto relevante da decisão foi a absolvição de Frederico Varandas, na sequência da queixa apresentada pelo FC Porto por alegada lesão da honra do clube. O CD não encontrou fundamento para sanção, encerrando assim mais um capítulo de tensão institucional entre rivais.
Com este cenário, o foco dos dragões vira-se para o duelo com o Nacional. Sem William Gomes, o FC Porto terá de provar que consegue responder às adversidades disciplinares com maturidade competitiva — algo que pode definir o rumo da temporada.

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