Sporting humilha CD Póvoa e mostra que Benfica não pode dormir tranquilo

 


O Sporting Clube de Portugal voltou a deixar uma mensagem clara ao Campeonato Nacional de hóquei em patins: este é um candidato real e consistente ao título. A goleada por 8-1 frente ao CD Póvoa, em jogo da 15.ª jornada da fase regular, não foi apenas mais uma vitória caseira. Foi uma demonstração de força coletiva, maturidade competitiva e superioridade técnica perante um adversário em dificuldades, mas que raramente é esmagado desta forma no Pavilhão João Rocha.


Depois do triunfo europeu a meio da semana, os leões não relaxaram, não rodaram em excesso e não facilitaram. Entraram com seriedade máxima e resolveram o encontro cedo, algo que distingue equipas grandes de candidatos ocasionais.


Entrada forte matou o jogo ainda na primeira parte


Desde o apito inicial que ficou claro que o Sporting não estava interessado em gerir esforços. A pressão alta, a circulação rápida e a intensidade sem bola empurraram o CD Póvoa para o seu meio-campo logo nos primeiros minutos. O golo inaugural surgiu naturalmente, aos cinco minutos, por Alessandro Verona, numa finalização limpa que espelhou a facilidade com que os leões encontravam espaço.


A vantagem não trouxe abrandamento, mas sim mais ambição. Aos 10 minutos, Santiago Honório ampliou o marcador, confirmando um início de jogo avassalador e castigando a incapacidade defensiva da formação poveira em travar as transições rápidas do Sporting.


O terceiro golo surgiu da marca de grande penalidade, novamente por Verona (21’), num momento que simbolizou bem o desnorte do CD Póvoa: erros sucessivos, faltas evitáveis e pouca resistência emocional. Antes do intervalo, ainda houve tempo para um momento de classe pura, com Nolito Romero a assinar um grande golo aos 22 minutos, levando o marcador para uns esclarecedores 4-0 ao descanso.


Segunda parte manteve o guião e acentuou diferenças


Quem esperava uma quebra de ritmo na etapa complementar enganou-se. O Sporting voltou do balneário com a mesma fome competitiva e continuou a empurrar o adversário para trás. Danilo Rampulla fez o quinto golo aos 28 minutos, aproveitando mais uma falha defensiva do CD Póvoa, e pouco depois Nolito Romero voltou a marcar, desta vez de penálti (31’).


O jogo estava completamente resolvido, mas a equipa de Edo Bosch não deixou que isso se refletisse na atitude. Santiago Honório, muito ativo durante todo o encontro, bisou aos 32 minutos, premiando mais uma exibição sólida e consistente.


O momento alto da noite chegou aos 39 minutos, quando Alessandro Verona completou o hat-trick, confirmando-se como uma das figuras maiores do campeonato e uma das contratações mais impactantes da temporada leonina. O CD Póvoa ainda conseguiu apontar o golo de honra já perto do fim, mas o Sporting respondeu de imediato e fechou o resultado em 8-1, sem permitir qualquer ilusão.


Vitória explica-se pela organização, não só pelos golos


Reduzir este triunfo a uma simples diferença de qualidade individual seria injusto. O Sporting venceu porque foi melhor taticamente, fisicamente e mentalmente. A equipa mostrou organização defensiva mesmo quando estava a ganhar por larga margem, manteve linhas juntas e nunca permitiu que o adversário se sentisse confortável com bola.


Ofensivamente, a variedade de soluções impressiona. Golos de bola corrida, penáltis, remates exteriores e jogadas rápidas mostram um coletivo trabalhado e com ideias claras. Não é coincidência que vários jogadores tenham marcado; é sinal de uma equipa equilibrada e confiante.


Edo Bosch constrói um Sporting cada vez mais competitivo


O trabalho de Edo Bosch começa a ser impossível de ignorar. O Sporting apresenta-se mais consistente do que em fases anteriores da época, com menos oscilações de rendimento e uma identidade bem definida. A equipa sabe quando acelerar, quando gerir e como controlar jogos teoricamente mais acessíveis sem cair em facilitismos.


Esta goleada surge numa fase crucial da temporada e reforça a ideia de que o Sporting está preparado para lutar até ao fim, tanto no plano interno como nas competições europeias. A gestão física, o envolvimento de todo o plantel e a resposta imediata após jogos exigentes são sinais claros de maturidade competitiva.


Classificação reflete a regularidade leonina


Com esta vitória, a 24.ª em 32 jogos na temporada, o Sporting soma agora 38 pontos, mantendo-se firme no segundo lugar da tabela classificativa. O Benfica lidera com 43, mas os leões continuam na perseguição direta, enquanto o OC Barcelos, com 34 pontos, fecha o pódio, embora tenha menos um jogo realizado.


A luta pelo título está longe de resolvida, mas o Sporting garante algo fundamental nesta fase: não perde terreno contra equipas teoricamente mais fracas e aproveita todas as oportunidades para pressionar quem está na frente.


Taça de Portugal no horizonte exige foco máximo


Não há tempo para relaxar. O Sporting volta a entrar em campo já no sábado, 14 de fevereiro, para defrontar o CD Paço de Arcos, em jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal. O encontro está marcado para as 18h00, no reduto do adversário, e promete ser um teste diferente, mais físico e emocional.


Se esta goleada serviu para mostrar poderio, o duelo da Taça exigirá inteligência, concentração e capacidade de sofrer. Para uma equipa que ambiciona conquistar tudo o que disputa, estes jogos são tão importantes como as grandes noites europeias.

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